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quarta-feira, 20 de abril de 2011

O que fazer no inverno?

Por mais que se tenha vontade de ficar enfurnado em casa durante o inverno, uma hora o saco enche. Ora, uma vez que não se pode evitar que o inverno chegue e seja frio, o mais sensato é aproveitar! Como assim? Bom, a cidade se prepara para o frio, então basta se vestir adequadamente, e aproveitar o que o inverno traz de bom. Por exemplo:
Esportes: esqui, patinação... pode ser bem divertido. E sem dúvida é mais legal cair esquiando ou patinando do que atravessando a rua. Não que isso tenha acontecido comigo, mas eu ouvi dizer... ;-)

Esse aí de costas é meu digníssimo esposo, mostrando toda a sua habilidade 

Até os cães participam

Eventos sazonais: Ano passado fomos ao Mercado de Natal:
Teve até showzinho. Atente para a fumaça da respiração dos caras. E deu dó do vocalista com os dedinhos pra fora...

Tomar cerveja: Porque não? Os bares até providenciam cobertor pra quem quiser ficar na área externa:

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Restrições etílicas (ou Eu, com cara de brota)

Este é mais um post cultural. Aqui a venda de bebidas alcóolicas é limitada. Existem lojas próprias para isso, com horário restrito. Até as que estão dentro dos shoppings respeitam este horário, ao invés de seguirem o horário comercial do shopping. Sabemos disso porque já batemos com a cara na porta dessas lojas 2 vezes, por termos chegado após o horário de atendimento.
Cerveja pode ser comprada no mercado mas, para nossa surpresa, também em horário restrito. Um dia o Dani passou no mercado pra mim, voltando da facu e, apesar do mercado ficar aberto até 23:00, o moço do caixa não pôde passar a latinha de cerveja que ele tinha pego, pois já era mais de 20:00 (!!)
No fim de semana estes horários são mais restritos ainda. Aos domingos as lojas especializadas nem abrem, e a seção de cerveja dos mercados fica fechada, ficando apenas as cervejas sem álcool pra fora, junto com os sucos e os refrigerantes.
Como o Dani passou o fim de semana com vontade de tomar cerveja (claro que ele podia ir a um bar, mas ele não estava a fim. Ele queria tomar em casa, de boa, enquanto estudava), ontem eu estava no mercado e resolvi comprar uma latinha pra ele. No caixa, cumprimentei a moça em norueguês, entendi quando ela me perguntou se eu queria sacola (que aliás é paga - de 70 a 90 centavos, depende do mercado), respondi - em norueguês - que não (pois sempre levo uma comigo, pra não precisar "comprar" outra). Aí ela falou alguma coisa que eu não entendi mas, como ela já tinha passado todos os produtos, achei que era o valor, então entreguei o dinheiro pra ela. Ela percebeu que eu não tinha entendido nada e me pediu - em inglês - pra ver minha identidade, pra ela poder me vender a cerveja. Alô? Faz tanto tempo que isso não me acontece, que demorei pra reagir. Quis dizer pra ela "Olha aqui, minha filha, eu já tenho 30 anos, entendeu? Não preciso mais ficar mostrando identidade pra comprar pinga". Mas resolvi entender aquilo como elogio. Por sorte estava com a minha carteira de motorista e entreguei pra ela, que demorou 3 horas pra achar a data de nascimento e só achou quando eu lhe perguntei, toda fofa: "Achou? 1980!"
E aqui vai mais um dado cultural: o ego de uma mulher vai às nuvens quando pensam que ela é mais jovem do que realmente é. E, em minha homenagem, uma foto que eu tirei assim que cheguei em casa, pra registrar minha carinha de brota daquele momento:
Fala sério, a mulher viajou, né?? Mas eu finjo que acredito... ; )

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Dani não é mais o mesmo...

... e a culpa é toda minha! Sim, mas antes de contar os pormenores dessa história quase trágica, preciso deixar aqui uma nota sócio-política-cultural: Aqui na Noruega, o governo deve garantir que todos os cidadãos tenham condições de ter uma vida confortável. Por isso, todos devem ter um salário que não lhes deixe faltar o básico para sua sobrevivência, não importando sua ocupação ou nível de educação. Por isso, serviços aqui são relativamente caros, se comparados aos preços de produtos manufaturados. Por exemplo, o barbeiro mais barato que encontramos por aqui custa cerca de NOK200 (R$70,00), enquanto uma máquina de cortar cabelo pode custar uma média de NOK400 (R$130,00). Por mim, não vejo problema em gastar NOK200 uma ou duas vezes por ano, mas o Dani ficou muito incomodado com a ideia de ter que gastar isso a cada 20 dias, principalmente ao pensar que com este valor ele pode fazer uma média com a patroa e levá-la pra jantar num restaurante bacaninha.
Sendo assim, compramos a tal máquina e é claro que eu, que nunca nem tinha pego em tal ferramenta, fiquei encarregada de operá-la. Diante de minha hesitação, o Dani disse "È simples, eu te mostro como o barbeiro faz. É só escolher o pente que corta no comprimento que a gente quer, e ir passando a máquina. A esposa de um cara lá da facu corta o cabelo dele, sem problemas."
Depois de ler o manual de instruções, que não me ajudou em nada, fomos realizar a tarefa. O Dani escolheu o pente (entre 6 opções) que ele achou ser o mais adequado pro comprimento que ele queria, e me instruiu "Passa reto, de baixo pra cima, sem fazer a curva da cabeça, pois o topo tem que ser acertado depois" Ah tá! Fácil. Fui aos poucos, com o ajuste de comprimento mais longo, e fui diminuindo aos poucos, pra não fazer besteira. Depois de um tempo, estava mais confortável e confiante. Foi quando ele disse "Agora temos que ver como você vai fazer o topo, porque meu cabelo é f#*% de cortar". E eu pensei "Como assim?? Há 15 minutos atrás era fácil, agora é f#*%????" Mas mantive a classe e prossegui. Até que tudo estava indo bem, lentamente, mas bem. Foi quando decidimos passar aquele primeiro pente na lateral novamente (depois de já ter usado uns 3), pra acertar, e aí dar os retoques finais. E eu pensei "Hum... o primeiro pente foi o de corte mais curto, então é só eu tirar esse e passar a máquina". Pois é, não era só isso. O que eu passei nele só não foi máquina zero porque o aparelho não tem essa opção.
Com aquele buraco perto da orelha, não teve opção, senão igualar tudo. Fiquei me desculpando o restante do tempo, enquanto ele tentava disfarçar a cara de pânico.
No final, não ficou tão ruim assim. Pior ficou o banheiro e as nossas roupas, com fios de cabelo em todas as frestas.
E é assim que lhes apresento o novo Daniel de Almeida Fernandes:

ANTES

DEPOIS